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ELIANE DE JESUS: SINTO-ME BEM AMADA.

ELiane de Jesus é o nome artístico da cantora angolana (Eliane Pandumila de Jesus) de 22 anos de idade, ao contrário das outras cantoras do estilo rap que procuram recorrer ao inglês para atribuir-se um nome, a Eliane escolheu a simplicidade, para ser mais natural. Tem 22 anos de idade, natural do Lubango, Província da Huíla. Formada em Informática de Gestão pelo Instituto Gregório Semedo, actualmente está a frequentar o ISCED no curso de Informática educativa. Nesta página trouxemos uma entrevista de perfil para melhor conhecermos e dar a conhecer aos nossos internautas sobre a vida e obra desta rapper natural das altas terras da Chela. Perfume: Várias marcas. Não tenho um específico. Aliás, neste momento não faço uso devido a alergia detectada pelo meu médico.

Batom: (Risos…) não sou muito fã de batons. Mas gosto batons cor-de-rosa.
Cor Preferida: Azul
Religião: Fé Apostólica Americana
Altura: 1,64m
Calçado: 36 (amo relaxantes)
RFS – Te achas muito baixa ou o suficiente para estar à vontade?
EJ – Um pouquinha baixinha (risos…) gostaria de crescer mais um pouco.
RFS – O que mais gosta em si mesma?
EJ – Eu gosto de tudo, tudo, tudo em mim. Eu me amo.
RFS – Até mesmo os defeitos? Já agora diga-nos quais são?
EJ – Amo até os meus defeitos (risos…). Um dos meus defeitos é ser muito teimosa. Mas no bom sentido! Quando eu quero algo, enquanto não alcançar não desisto.

RFS – O que é que mais lhe põe triste?
EJ – Quando alguém me mente. Por exemplo quando eu bato a porta, vou a procura de ajuda, prefiro alguém que me diga, não vai dar. É
triste no momento, mas passa. Do que alguém que dá várias esperanças e no final agente vê que só perdeu tempo ali. Ya, odeio mentiras.
RFS – Te achas simpática?
EJ – Muito, muito, muito! (Risos…)
RFS – Qual é o maior desejo da sua vida?
EJ – Ai!!! Realizar todos meus sonhos que tem a ver com música e um dia poder apresentar um programa de TV.
RFS – Tens lutado para alcançar este propósito?
EJ – Tenho sim. Já fiz uma proposta à TPA, neste momento estou a espera da resposta. Também gosto de rádio, gosto de apresentar tenho uma rádio on-line que é a Rádio Sucesso, agente faz entrevistas em estúdio e depois disponibilizamos na internet.

RFS – Fez alguma formação nessa área?
EJ – Não. Meu curso está relacionado com a informática. Mas tenho uma certa experiência, tenho feito formação assim via internet.
RFS – Qual é o teu Nível académico?
EJ – Estou a fazer o primeiro ano da faculdade. Mas antes já estava
numa outra instituição curso de Informática de gestão, onde interrompi os estudos no terceiro ano, por carência financeira. Este ano estou a fazer o curso de informática educativa no ISCED-Lubango.
RFS – Quando é que devemos desistir de uma determinada luta?
EJ – Acho que não devemos desistir. Se agente sonha, agente planificou algo, é porque agente sabe que é capaz. E quem realmente quer algo, alcança! Temos que ser persistentes.

RFS – O que lhe diz a palavra amor?
EJ – Muita coisa (risos…). Se for no lado da carreira artística devemos amar aquilo que agente faz, também devemos amar o nosso próximo, ser humildes, também devemos ter em conta que o público que nos põe em cima é o mesmo que nos pode deixar cair amanhã. Então!
Devemos cuidar das pessoas, ter amor naquilo que agente faz, que não é só para nós é para muita gente. Se for o amor dentro de um
relacionamento; sinto-me uma pessoa muito amada, Graças à Deus, sou feliz, não tenho motivos de queixa.
RFS – Quais são as pessoas insubstituíveis na sua vida?
EJ – Meus irmãos… e a minha filha. Tenho uma filha de dois anos
(Risos…) a Josiane e o pai dela. Amo eles, muito!
RFS – Qual é a tua reacção quando alguém fala para si sobre a palavra
de Deus?
EJ – Gosto de ouvir a palavra de Deus, porque eu também já estou convertida há uma certa altura… e é bom termos um pouquinho da
palavra de Deus porque isto ajuda-nos a ser uma pessoa diferente em termos de atitudes.

RFS – Te sentes uma pessoa completa?
EJ – Sinto. (Risos…) porque tenho de tudo um pouco, estou ao lado de pessoas que eu amo, as coisas que eu gosto.. Yá, isso faz-me sentir uma pessoa completa.
RFS – Se tiveres que escolher um país para viver ou destino das suas aventuras qual será?
EJ – Estados Unidos. (Risos…) Eu gosto dos Estados Unidos, me parece
ser um país bem organizado, bem desenvolvido, lá amam a música, valorizam muito a música, por isso é que eu gosto.
RFS – É por influência do RAP, será?
EJ – É. Tem a ver com o RAP.
RFS – A Eliane de Jesus fala quantas Línguas?
EJ – Um pouquinho de inglês, português, entendo um pouquinho de
espanhol, só coisas básicas. Nas línguas nacionais infelizmente não entendo nenhuma (Risos…). Apesar de que aqui no Lubango há muitas
Mumuilas, o meio onde eu cresci ninguém falava, é meio complicado aprender.
RFS – Os teus pais são de que origem?
EJ – Minha mãe é mumuila e o meu pai é umbundu (concretamente do Bié), só que infelizmente sou órfã de pai e mãe. Não conheço a família do meu pai, da minha mãe praticamente não há muita ligaçãozinha, por isso, minha família são mesmo os meus irmãos. Perdí o meu pai com cinco anos e perdi a minha mãe com nove anos de idade.

RFS – Como é que é crescer sem este acompanhamento de pai e mãe? Que experiência tu trazes em relação à esta sensação?
EJ – Confesso que é muito difícil. Há momentos que eu sinto-me triste por não tê-los aqui ao meu lado. Mas, graças à Deus consigo seguir em frente com os ensinamentos que ela deixou para nós, em estarmos unidos e aprender a viver com aquilo que agente tem e não parar de estudar. Isso fez-me ser o que sou hoje. Olhar pra frente, ter força, e…(‘_‘) e não desistir.
RFS – Gosta de ler?
EJ – Um pouquinho. Leio pouco. Para ser sincera eu gosto mais de prática. Não sou muito amiga de leitura. O último livro que lí até ao último capítulo e até à ultima página é de Pepetela “As Histórias de Kalunga” e livros assim que tem a ver mais com a academia, como livros de informática… por aí. Também leio um pouco a bíblia de vez enquanto. Livros de romances tenho Dicas para um casamento feliz.
RFS – O Mundo tornou-se pequeno por intermédio das tecnologias de comunicação e informação. Como olhas hoje para a juventude e as redes sociais?

EJ – Tem o lado positivo e o lado negativo. Infelizmente há pessoas que usam as redes sociais só para praticar coisas negativas. Mas também podemos tirar coisas positivas como a informação. No meu caso, sou cantora, uso o facebook para divulgar o meu trabalho e aproximar-me mais de pessoas que estão distantes. Tem sido uma vantagem muito grande para mim.
RFS – O que mais gostas nas pessoas?
EJ – A humildade, as atitudes positivas fazem-me aproximar de uma pessoa. Simplicidade, simpatia… é isso. Também o respeito.
RFS – Angola tem 18 províncias. Além da Huíla, quais as outras que conhece?
EJ – Namibe, Huambo e o Cunene. As próximas a serem conhecidas são: Benguela e Luanda. Primeiro Benguela porque amo a praia. Não fui
para lá mas só de ver na TV, já me apaixonei. Agora para Luanda, mais para a promoção dos meus projectos musicais, já que lá é o centro das oportunidades.
RFS – Se tivesse que mudar alguma coisa na sua vida o que mudarias?
EJ – (…hm) o que eu mudaria… Gostaria de ser um pouquinho mais tímida. (Risos….) sou um pouquinho tímida. Acho que o resto ficaria como está.

RFS – Está a gostar desta entrevista?
EJ – Estou a gostar, estou amando.
RFS – O que o silencia representa para si?
EJ – Solidão, também ajuda a reflectir. As vezes é bom ficar em silencia,
analisar as coisas, ver o que agente pode mudar e ver se pode
continuar do jeito que está.
RFS – Disse que gosta de praia. Sabe mergulhar?
EJ – Não sei nadar, não sei. Acontece que uma vez fui ao Namibe, eu ia
fazer praia bem relaxada apareceram alguns moços pegaram em mim e
atiraram-me bem distante. (Risos…) Não sei mas consegui sair.
(Risos…) Não sei mas gosto, gosto, gosto muito d´agua.
RFS – Mas aqui tem rios?
EJ – Tem rios mas, tem jacaré. Talvez na piscina mas prefiro estar só na água mas mergulhar não.
RFS – Gosta de Desporto? Se sim, qual é a modalidade favorita?
EJ – Gosto. Gosto de Futebol e o meu clube favorito é o Barcelona. E cá em Angola tenho o Primeiro de Agosto no coração.

RFS – O que achas do actual calendário do girabola começar em Fevereiro e terminar em Agosto?
EJ – Está ser muito fixe, actualmente vejo que o pessoal se interessa mais pelo futebol. Antes eram mais os rapazes, hoje até as meninas também interessam-se pelo futebol. Eu pessoalmente já joguei futebol algumas vezes, já fui capitã, já marquei muitos golos, felizmente quando eu entrasse para o campo era um perigo. (risos…)
RFS – Qual motivo que levou-a desistir do futebol?
EJ – É que as meninas actualmente já não se interessam mais em praticar desporto, estão mais empolgadas com as novelas, redes sociais. Aí eu fico perdida.
RFS – Que falar dos desportos radicais?
EJ – Eu também gosto. Se dependesse de mim eu faria motocross. (Risoss…). Vou confessar que uma vez já fiz racha no município dos
Gambos, fomos lá para actuar e… entrei naquela aventura achei super super fixe. Eu gosto de aventuras.
RFS – Como cantora, o que achas da situação actual da música
angolana? Sobretudo as letras musicais e a forma como o angolano dança.
EJ – Eu acho engraçado. Principalmente aqui na Huíla. Ainda acho que maior parte dos músicos só fazem música para aparecer. Não têm mais aquele cuidado de fazer músicas com mensagem ou com um bom conteúdo. Para eles tudo presta. Desde que serve para aparecer é o suficiente. Está mal, acho que os produtores e promotores de eventos deviam ver mais por esta situação. Começar a cortar. Há músicas que têm ofensas. Uma música também serve para educar. Se agente vê, até as crianças cantam. Se for uma mensagem ofensiva, afecta de forma negativa a sociedade. Já as danças… (Risoss…) As danças são mesmo meio engraçadas, mas acho que é fixe.

RFS –Existem danças meio sensuais e muito extravagantes. O que achas?
EJ – Danças Sensuais… Danças Extravagantes… (…hm) Eu acredito que algumas danças só servem mesmo para promover a prostituição. E as outras só servem mesmo para se divertir.
RFS – Gosta de dançar Kuduro, Tarraxinha?
EJ – Não. Já dancei semba, Kizomba. Antes eu pertencia à um grupo de dança, e também dava aula de dança. Agora já não.
RFS – Se tivesses que criar uma influência ao ministério da cultura para alterar esse quadro, por onde começarias?
EJ – Começaria pela promoção mesmo dos músicos. É que aqui na Huíla a cultura nada faz por nós. Praticamente nada. Nós estamos perdidos e completamente abandalhados.
RFS – Nós vamos agradecer por disponibilizar o seu tempo e falar de si e do outro lado de si.
EJ – Obrigada, obrigada e desejo também continuação de bom trabalho.

POR:DINO DA COSTA

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