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Existem pessoas que põem música e existem outras que tocam

Tiago Augusto de Castro Barros, mais conhecido por Dj Djeff Afrozilla, nascido há 29 de Janeiro de 1984, em Portugal, no conselho de Lisboa, estado civil casado ‘e o nosso entrevistado.

Porque a carreira de Dj? Qual a motivação? 

A carreira de Dj aconteceu um pouco por acaso. Sempre fui apaixonado por música desde pequeno, gostava de cantar, dançar como todas as crianças e ao longo dos anos sempre fui ouvindo vários estilos musicais. Quando tinha cerca de 15 anos fui pela primeira vez a uma discoteca, uma matiné, fiquei completamente apaixonado com a forma como o Dj estava a misturar as músicas e foi a partir dai que vi que era aquilo que queria fazer na minha vida. A minha maior motivação é mesmo a vida no seu verdadeiro sentido da palavra. O facto de poder contribuir para a felicidade de alguém neste mundo através da música que toco, como a que faço. 

Com que idade é que o Dj Djeff se apercebeu que queria ser Dj e o fazer como profissão? 

Foi por volta dos meus 15 anos quando descobri esta profissão, foi ai que comecei a pesquisar e ter uma maior noção do que é ser um Dj. 

Para se ser Dj é preciso uma especialização especifica ou compramos o material e qualquer pessoa pode ser Dj? 

Qualquer pessoa pode ser Dj, basta acreditar que realmente é possível respeitar a "música" e dedicar-se a 100%. As pessoas tem que realmente gostar de fazer as pessoas dançarem e divirtirem-se com a música que estão a tocar. Mas nem todas as pessoas conseguem tocar… Existem pessoas que põem música e existem outras que tocam. Hoje em dia com a facilidade que existe em ter acesso ao material, não é muito complicado aprender ou começar.

Muitos consideram-te o melhor Dj de afrohouse angolano do momento. O sucesso foi algo que estavas a espera ou o consideras fruto de muito trabalho? 

Um muito obrigado desde já a todas as pessoas que têm essa consideração por mim. Eu dedico-me muito, mas muito mesmo ao meu trabalho, porque realmente gosto daquilo que faço. Para mim não existe nada melhor do que fazer as pessoas dançarem e sentirem a música. A meu ver todas as pessoas que apostam numa profissão ou em algo que realmente gostam de fazer, penso que o maior objectivo é, serem reconhecidos por todo o mundo e acima de tudo serem respeitados. Acho que não existe maior satisfação que essa! 

Dj Djeff como produtor! Em síntese, fala-me um pouco daquilo que já produzis-te e tens produzido? 

Comecei a produzir a cerca de quarto, quase cinco anos, desde que vim viver para Angola. 

A nível de produção gosto de fazer sempre algo genuíno, fugir um pouco daquilo que os outros produtores estão a fazer e ao mesmo tempo poder lhes inspirar a novas sonoridades. A ouvirem algo novo, a fazer com que nasçam novos produtores, sempre na vertente house music ou em outro estilo musical que me cative a produzir. 

Tento sempre fazer algo mais musical, com instrumentos acústicos ou com vocais melodiosos. 

A principal razão que faço música é poder ajudar as pessoas a serem mais felizes através da minha música, seja através da mensagem ou mesmo da energia que essa música transmite.

Imaginemos que alguém te esta a conhecer a partir desta entrevista. 

Resumidamente descreve-me o teu percurso, os teus trabalhos mais relevantes, aqueles que te deram mais gosto e prazer. E em contrapartida, os mais difíceis e menos prazerosos? 

Comecei a tocar em Portugal como residente num club chamado Scala, em São Pedro do Estoril. Passei por vários clubs e bares na zona de Cascais, sempre como residente ou convidado e as portas foram-se abrindo aos poucos. “Toca aqui toca ali”, fazendo contactos e dando sempre o meu melhor, embora ninguém me conhecesse. Acabei os estudos e decidi então apostar na minha carreira a 100%. Basicamente as coisas começaram a acontecer depois de começar a produzir. 

Comecei por fazer edits de músicas que já existiam, tais como "One Love" da Sara Tavares ou "Life is Real" da Ayo e as portas começaram a abrir-se. Quando comecei a lançar originais foi quando senti que algumas pessoas realmente já seguiam e gostavam do Dj Djeff. 

Hoje em dia produzo e remixo para várias editoras internacionais, e posso dizer que trabalho com muitos grandes nomes da House Music Scenne a nível mundial. Viajo regularmente por todo o mundo, a tocar para diferentes povos e culturas. Posso acrescentar que não existe nada melhor que isso para um DJ. 

O sucesso do teu trabalho advém…? 

O meu não sei ao certo, mas acredito ou tenho a ideia que seja pelo amor, inovação, simplicidade e dedicação que tenho com aquilo que faço.

Tens alguma fonte de inspiração? Onde vais buscar tanta criatividade? 

Como artista inspiro-me em vários artistas, como a maior parte das pessoas, mas a minha maior inspiração é mesmo o dia-a-dia, existem tantas coisas que nos passam ao lado e as vezes não damos importância, tento-me centrar nesses pequenos pormenores. 

Dessa forma tento contribuir para a felicidade do ser humano através da música que faço, porque acredito que a música tem uma força enorme no estado de espírito dos humanos. 

A criatividade vem sozinha, existem dias em que sai muita coisa da mente e outros que não. Uma coisa é certa, acho que não devemos forçar nada no momento criativo, ou quando estamos a trabalhar, é importante deixar as coisas acontecerem naturalmente. 

Acredito que viajar também ajuda bastante, porque conhecemos novas culturas e a nossa mente fica mais aberta a receber outro tipo de coisas ou sonoridades. 

É extremamente difícil agradar há uma grande massa de pessoas e Dj Djeff consegue. Qual o segredo?

 Não existe segredo. Eu quando subo para uma cabine e preparo-me para tocar, tenho sempre como missão fazer com que as pessoas divirtam-se e dancem até lhes doer os pés. Dou sempre o máximo de mim e se as pessoas gostam é o mais importante.

Fãs…Como ‘e que consideras o teu público? 

O meu público é um espectáculo! 

A forma como as pessoas recebem-me quando vão-me ver tocar em várias partes do mundo, graças a Deus vão mesmo dispostas a dançar, divertirem-se, ouvir música nova, deixarem-se levar na viajem, nada me dá mais prazer e satisfação do que isso. 

Alguma vez te incomodou a atitude de um fã? 

Não é que tenha incomodado, mas por vezes os fãs na emoção de verem o seu artista favorito e ao quererem aproximar-se no meio da confusão de uma festa, já me arranharam sem querer. 

Muito se tem ouvido afrohouse sul africano e ‘e considerado o melhor do mundo. Concordas, discordas? Como ‘e que definirias o afrohouse angolano? 

Concordo! 

Mas acho que isso não é o mais importante. A cultura do bom House Music dos sul africanos já vem de muitos anos. Ha produção deles, pode-se dizer que, está mais avançada que a angolana, visto que eles já produziam Kwaito. Apenas tiveram que adaptar-se ás novas sonoridades e melodias. 

O House Music angolano está a crescer em passos largos, é incrível como em tão pouco tempo já mostramos que também estamos aqui e é de louvar ouvir. Hoje em dia, House Music Made in Angola esta por todo o mundo. 

Na minha opinião a única coisa que está a faltar é mais criatividade aos produtores, em termos de variedades sonoras e vertentes dentro do House Music. Mas no final das contas acredito que África, em geral, está novamente a colocar muita música de boa qualidade nas ruas e é esse o nosso maior objectivo.

Neste exacto momento o Dj Djeff tem um novo trabalho. 

Projectos para um futuro próximo? 

O novo álbum denominado por, Ascensão do Soldado, já está pronto. 

‘E Algo mais calmo em comparação ao que produzi para o primeiro álbum, algo mais musical e com mensagens fortíssimas. Espero que ajude os outros produtores, novas pessoas, a quererem fazer música e ganharem interesse por House Music. 

O álbum estará nas ruas a partir de Junho. 

Com a aproximação do verão, com o convite para participar num dos maiores festivais em Portugal, Sudoeste, qual ‘e a visão do Dj Djeff para este verão que se aproxima? 

Este verão sem dúvida que vai ser muito, mas muito forte em Portugal. 

Tive esse convite espectacular por parte da organização, que me deixou sem palavras, onde acredito que vai abrir mais portas a outros dj´s e produtores dentro do meu estilo. 

É sinal que estamos no bom caminho?

Vou estar em muitas festas desde Norte a Sul do pais e também no estrangeiro. 

Por isso fiquem atentos, porque este verão vai aquecer quando virem o nome Djeff nas festas. 

Para finalizar a minha entrevista, gostaria de saber se o Dj Djeff já se encontra melhor de saúde, uma vez que foi “proibido” de trabalhar por ordem médica. Qual ‘e o estado de saúde do Dj Djeff neste momento? 

Já estou melhor e de volta ao trabalho há mais de uma semana. 

Já estou a tocar nas províncias de Angola, coisa que não fazia há algum tempo, porque tenho estado muitas vezes fora do pais, mas já estamos de volta a todo o Gás!!!!! 

Um muito obrigado pela entrevista e já agora aproveito para agradecer a todos os meus fãs, mais uma vez, por todo o carinho, dedicação, mensagens e energia. 

Encontramo-nos numa festa por ai. Beijinhos e abraços!

Reporter: Tania Norton Diniz

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