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CHEIAS NO NAMIBE AMEAÇAM O DERRUBE DE MORADIAS E INFRA-ESTRUTURAS SOCIAIS NO BAIRRO DOS EUCALIPTOS

Namibe despertou em pânico na madrugada de segunda-feira 16 de Abril de 2018 devido ao lençol d´água que subiu de nível, fruto do aumento do caudal do rio Bero. Segundo o Director Provincial das Obras Públicas Carlos Sá, “Namibe está a viver o momento cíclico em que se regista de dez em dez anos o rio subir os níveis de água” disse também que “a situação só não tem criado inundação na cidade de Moçâmedes devido à obra de engenharia realizado ao longo da margem do mesmo rio”. Aquele responsável das Obras Públicas está preocupado com as actividades que têm sido levado a cabo pelos camionistas que transportam areia nesta época das enxurradas. O aconselhável seria extrair areia no período seco e acumular no estaleiro e quando chegasse à essa época chuvosa poder vender directamente do estaleiro para evitar a extracção da areia na margem abrindo caminhos para água seguir rumo até ao bairro dos eucaliptos.
Três infra-estruturas correm o risco de fechar as suas portas caso a situação se agrave. Trata-se de um complexo escolar, uma esquadra policial e um centro hospitalar. Além disso o bairro dos Eucaliptos também conta com três templos religiosos, e outras três escolas que correm menos riscos sendo uma do segundo ciclo. Apesar de nesta terça-feira os níveis de água terem baixado consideravelmente na ponte sobre o rio Bero, a corrente de água nos Eucaliptos continua a fluir. Para evitar a interrupção das aulas na Escola Rui Duarte de Carvalho e o normal funcionamento do centro de saúde e a esquadra policial, a Administração Municipal movimentou um caminhão com uma máquina Pá Escavadora para desviar água por intermédio de uma vala. Alguns alunos foram obrigados a regressarem para casa devido à gravidade da situação. Através das imagens é possível ver as marcas d´água que denunciam os níveis registados na segunda-feira (16/04). Alguns condutores sentiram-se intimidados pela correnteza e anularam os seus programas diários para evitar o pior.
Os fazendeiros da cintura verde da cidade de Moçâmedes estão de braços atados porque as suas lavras estão inundadas e aguardam que os níveis do caudal baixem para darem continuidade ao cultivo. A batata-doce, batata rena, cebola, cenoura, couves, repolho, banana, mandioca são dentre os produtos mais cultivados nas proximidades da margem do rio Bero.
DA NAÇÃO MAVINDA PRAIA E TCHINDUKUTO AO CINCO DE ABRIL
A primeira inundação registada no Namibe e que ceifou vidas humanas e arrastou bens materiais e destruiu casas, ocorreu no dia 5 de Abril de 2001. Os bairros que foram destruídos são: Nação Praia, Nação Tchindukutu e Nação Mavinda.
Naquela manhã do dia 5 de Abril, muitas famílias deixaram os seus filhos em casa em direcção ao trabalho na esperança de regressar ao meio dia para o almoço e retomar como era de hábito as 14horas e 30minutos. Infelizmente foram obrigados a regressar antes do meio-dia para averiguar se o que tinha sido anunciado pela rádio tinha ou não afectado as suas respectivas residências, já que nessa altura poucas famílias tinham oportunidade de comunicar-se por via telefónica. Aliás, ainda estava se fazer o ensaio de instalar o sinal da telefonia móvel na província.

Muitos comerciantes tinham o mercado da Nação como sua fonte de rendimento, mas a residência era em outros bairros. Uns viram os seus produtos a flutuarem, outros viram seus negócios a escaparem pelo facto de as suas mercadorias se alojarem no Paga Já situado em zona mais elevada da Praça. Mas a construção com material precário contribuiu para que o sucesso não durasse muito tempo.

O grito de socorro chegou mais cedo às entidades máximas de Luanda com a intervenção do Governador na altura Salomão José Loeto Xirimbimbi. Na mesma tarde, movimentou-se meios aéreos para facilitar a localização de pessoas que se encontravam em risco sem passagem possível. Várias instituições tiveram que encerrar as suas instalações devido a inundação que chegou até ao centro da cidade obrigando a empresa nacional de electricidade ENE desligar toda rede de distribuição de energia eléctrica para evitar quaisquer transtornos.
Os alunos que estudam no período da manhã ainda foram a tempo de realizar a última prova do primeiro trimestre. Já os do período da tarde viram as suas provas canceladas porque afinal, é o Namibe que estava a ser inundado. Já não havia motivação nem por parte dos professores que muitos deles viviam ou leccionavam também na Nação, nem por parte dos Directores das respectivas escolas, isto para não falar dos alunos que é a maioria.

As comunicações rodoviárias ficaram interrompidas devido o rompimento do banquete que assegurava o asfalto que dá acesso à ponte sobre o rio Bero.
Hoje passam cerca de 17 anos de existência do novo bairro com o nome de 5 de Abril, o mais urbanizado e o mais populoso da cidade de Moçâmedes com mais de 13mil habitantes segundo a estatística de 2014.
É urgente que se faça o movimento dos moradores do Bairro dos Eucaliptos para as zonas mais seguras, isto é, para que não se repita o cenário do dia 5 de Abril do Ano de 2001.
Por:Dino da Costa

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