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MPLA, Governo que só existe para “se proteger e enriquecer”, “votar nos mesmos é prejudicar o país”

As seis forças políticas na corrida às eleições gerais do próximo dia 23 de Agosto inauguraram ontem o tempo de antena previsto na lei para apresentação das suas propostas de governação. Fique com o essencial do que disseram CASA-CE, APN, FNLA, UNITA, PRS e MPLA.
esde domingo, 23 de Julho, e até ao próximo dia 21 de Agosto – dia em que termina a campanha eleitoral -, as forças políticas que disputam a corrida às urnas dispõem de cinco minutos de tempo de antena na TPA e 10 minutos na RNA, para promoção das suas propostas de governação.

O cronómetro mediático começou ontem a rolar, com os líderes da CASA-CE, APN, FNLA, UNITA, PRS e MPLA a desdobrarem-se na”caça ao voto”.

Confira as principais ideias apresentadas no arranque do tempo de antena pelas seis forças políticas que vão a votos nas eleições gerais de 23 de Agosto.

Abel Chivukuvuku, Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE),
Abel Chivukuvuku apelou a uma “boa escolha” do eleitorado, e lembrou que “o absentismo favorece aqueles que não cuidaram do povo”.
“Continuar com o mesmo Governo, com as mesmas pessoas, as mesmas práticas, os mesmos comportamentos, os mesmos vícios é prejudicar o país”, defendeu Abel Chivukuvuku, acrescentando que “a CASA-CE propõe fazer uma mudança pacífica, ordeira, positiva, inclusiva e segura”, que “abre uma nova era, uma nova postura governativa e novas prioridades”.
“Não há razão para continuar a votar num partido que em 42 anos não foi capaz de resolver os problemas básicos da população”, assinalou o presidente da coligação, sublinhando que “a CASA-CE está decidida a acabar com a corrupção, com o açambarcamento do erário público, com o desperdício, com a má governação e com a insensibilidade, características básicas do actual Governo”.

Segundo Abel Chivukuvuku, “a mudança é necessidade imperiosa para a seriedade e credibilidade do país e para dignificação dos angolanos”.
Neste sentido, a CASA-CE declara-se decidida a acabar com a fome em cinco anos e erradicar a pobreza extrema em 10 anos, bem como em “prestar atenção especial e rigorosa aos problemas da juventude quanto ao ensino, à formação e ao emprego, bem como aos grandes problemas e desafios que enfrentam as mulheres angolanas”.
O deputado destaca ainda que “o importante é aplicar os recursos do país em benefício dos angolanos”, bem como “cuidar de todos aqueles que servem com dedicação as instituições do Estado, designadamente os funcionários públicos, os militares, os polícias e os membros da segurança do Estado”.

Quintino Moreira, Aliança Patriótica Nacional (APN)
Apresentado como o “candidato da juventude, da nova geração”, Quintino Moreira apontou o combate à corrupção e à impunidade como prioritários e definiu a APN como “a nova opção partidária da nação angolana”, constituída com a “perspectiva de ser uma força política de referência” e de “alternância ao poder”.
No entanto, mais do que falar nas grandes linhas de acção da APN, o primeiro tempo de antena da aliança foi sobretudo ocupado para partilhar dados sobre o seu líder.

“Quintino António Moreira é filho de um anigo combatente e veterano de guerra”, introduziu a APN, acrescentando que o seu cabeça-de-lista nasceu no interior do pais, na aldeia de Kinzala, município de Dembos, província do Dembo”.
Para além da informação biográfica do seu líder, a APN divulgou os seus dados académicos: Quintino Moreira é licenciado em Direito na opção Jurídico-Político, pela Universidade Jean Piaget, além de ser mestrando em governação e gestão pública na Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto.
No seu currículo destaca-se ainda o facto de ter sido deputado à Assembleia Nacional na legislatura de 2008 a 2012.
Já sobre o programa de governação, a APN prometeu revelar as suas propostas nos próximos tempos de antena, num programa onde se propõe “criar um milhão de empregos para os jovens, construir centralidades para a juventude e reduzir as mensalidades para 10 mil Kwanzas”.

Lucas Ngonda, Frente Nacional de libertação de Angola (FNLA)
Marcada por um enquadramento sobre a importância das eleições para a consolidação democrática de Angola, a mensagem da FNLA lembrou que a escolha eleitoral “pode-nos levar para o melhor ou para o pior”, apelando ao voto consciente do eleitorado.
“Nós entendemos que essas eleições devem ser colocadas sob o signo da paz, da reconciliação e entendimento entre os angolanos. Estas eleições devem transformar-se numa festa”, disse Lucas Ngonda.

Lembrando o papel da FNLA na luta de libertação, o presidente da FNLA sublinhou que, da mesma forma que antes o partido combateu o colonialismo, agora está determinado na luta pelo bem-estar do povo angolano.
“O modelo de sociedade que a FNLA pretende deve ser um modelo sem as grandes assimetrias sociais a que assistimos hoje, um modelo que defina a vida do angolano com responsabilidade. Não podemos ter uma sociedade de muitos ricos e muitos pobres, temos de ter uma sociedade equilibrada, e temos que ver que esta sociedade que é nossa hoje vem de uma luta difícil, e todos se bateram para que o amanhã seja melhor”, defendeu Lucas Ngonda.
O líder da FNLA considerou ainda que a promover a justiça é fundamental, porque “onde não há justiça cada um toma as suas decisões” e” haverá sempre perturbações”.

Isaías Samakuva, União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA)
Para o líder do “Galo Negro”, “estas eleições serão o começo de uma nova história que mudará o rumo de todos os angolanos”.
“O momento da mudança é agora”, sublinhou Isaías Samakuva, na mensagem ao eleitorado, dominada por críticas ao poder. “Contraíram dívidas externas para desenvolver Angola, mas nós não vimos estes milhões”, apontou. “Despiram o país das suas riquezas e colocaram no bolso de meia dúzia de pessoas”, continuou, lamentando, entre outros problemas, que os hospitais não tenham medicamentos, as casas não tenham água nem energia, e as zungueiras sejam maltratadas.

“Os que tentam parar-nos são o mesmo grupo responsável pelo nosso desastre económico, pelo nosso desemprego, pelas nossas angústias, e pelas tristezas estampadas nos nossos rostos por não termos uma Angola de igualdade e garantias dos cidadãos”.

Confiante numa transformação política, o presidente da UNITA sublinha que o país tem riquezas suficientes para que todos possamos viver bem, e para permitir que “os irmãos angolanos na diáspora voltem livremente para ajudarem no desenvolvimento do país”.
“O nosso objectivo é substituir o actual Governo, por estar está fracassado e falido, e dirigir um novo Governo controlado por vós, povo angolano”, reforçou o responsável da UNITA.
Isaías Samakuva defendeu igualmente que “este Governo opressor existe por uma única razão: proteger-se e enriquecer-se a si próprio”, acrescentando que o poder tem medo da mudança, “porque a mudança transformará o nosso país numa Angola de todos”.

Benedito Daniel, Partido de Renovação Social (PRS)
Numa declaração onde a música soou como a grande atracção – chegando mesmo a substituir-se às palavras partidárias -, o líder do PRS reafirmou a defesa de uma Angola federalista como “bandeira” do seu partido.
“O nosso programa consagra a autonomia para as províncias de hoje e futuros estados federais de amanhã, autonomia político-administrativa, financeira e legislativa. Esta é a base da descentralização política”, frisou Benedito Daniel.
De acordo com o deputado, o programa de governação do PRS “contém a maioria das reivindicações que se afirmam no contexto da sociedade angolana e da justiça social e humana”.

O político acrescentou tratar-se de um “programa que defende os direitos fundamentais do homem, sociais, económicos, políticos e culturais”, da mesma forma que “busca a igualdade e solidariedade individual e colectiva para o desenvolvimento integral e harmonioso da sociedade angolana”.

João Lourenço, Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA)

Com uma dinâmica de comunicação inspirada num programa noticioso de televisão – em que dois pivôs passaram a palavra a João Lourenço, apresentado como “o nosso futuro Presidente” -, a mensagem do cabeça-de-lista do MPLA destacou o papel histórico da força no poder.
“O nosso partido tem uma história que se confunde com a história do nosso país. Temos um percurso de vitórias e realizações de que todos os angolanos se orgulham, e é isso que nos incentiva a uma renovação permanente”, declarou o candidato à sucessão de José Eduardo dos Santos.
João Lourenço antecipou que os próximos tempos de antena serão marcados pela partilha de projectos do MPLA para garantir o desenvolvimento de Angola.
“Temos a consciência de que em toda esta trajectória com o povo angolano acertámos muito mais do que errámos. É por isso que afirmamos: vamos melhorar o que está bem e corrigir o que está mal. Sabemos o que está mal e temos a coragem para enfrentar esses problemas e corrigi-los”, frisou o vice-presidente do partido no poder.

As declarações de João Lourenço abriram caminho a uma breve apresentação da génese do MPLA e da sua trajectória.
“O MPLA nasceu da resistência do povo angolano contra o colonialismo. Conquistámos a nossa independência sob comando de Agostinho Neto”, assinalou o partido no seu primeiro tempo de antena, acrescentando que “quando foi preciso defender a unidade e soberania” do país o MPLA disse presente.
Para além da trajectória na frente de batalha, o MPLA sublinha os esforços de reconstrução nacional. “Foi preciso muito trabalho para a reabilitação de estradas, construção de novas escolas, universidades, hospitais e das infra-estruturas para produzir e levar mais água e energia eléctrica aos angolanos”, recordou o partido no poder, apontando alguns dos ganhos já celebrados.
“Vieram os empregos, a Saúde, mais escolas, e o bem-estar para as famílias. Agora temos mais desafios pela frente”.

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