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O GRANDE KILAPY, FILME ANGOLANO

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João Fraga, mais conhecido por Joãozinho das garotas, é um jovem angolano que nos últimos anos do colonialismo burlou o Estado português em muitos milhares de contos. Preso na véspera da revolução de Abril de 1974, Joãozinho acaba por ser libertado como um dos heróis da independência de Angola. “O Grande Kilapy” é a sua história. A realidade de um bom malandro, um vigarista com uma profunda ética de amizade, “bon vivant” a todo o custo, sempre disposto a conseguir o melhor para si e para a sua vida. Por força das circunstâncias, Joãozinho acaba por se tornar um personagem incómodo, subversivo e político, para o regime colonial Português. O filme é despoletado por uma memória de infância, de Zézé Gamboa, vivida pelas ruas de Luanda. Aos dez anos o realizador conheceu uma figura que não só lhe despertou o interesse como o fascinou pelo seu modus vivendi. Tratava-se de uma Luanda colonial, culturalmente mestiça e forte.

“Eu era muito garoto quando me apercebi de uma personagem que andava sempre em grandes automóveis e acompanhado por lindas mulheres. Isso na altura causou-me algum espanto e tornava-se impressionante porque na cidade de Luanda ele era dos poucos jovens africanos que conduzia carros último modelo e fazia uma vida de playboy”, contou o realizador. Mais tarde, Bruxelas, anos 80 Zézé Gamboa encontra Joãozinho numa discoteca e propõe-lhe fazer um filme em que contasse a sua história. E assim nasce “O Grande Kilapy”. Alguns consideram-no um filme baseado no cinema afro-americano dos anos 70. Talvez o seja pela estética, ironia e aventura que lhe são inerentes, mas por outro lado a blaxploitation, não comporta a componente política existente em “Kilapy”: a presença portuguesa em Angola e a forma como a sociedade colonial estava organizada.

Curiosidades
O filme entrou pela porta da frente em festivais por todo o mundo. Começou pelo TIFF Toronto International Film Festival, dirigiu-se depois para o BFI London Film Festival e em seguida marcou presença nos Emirados Árabes Unidos no DIFF Dubai International Film Festival e no GIFF – Goteborg International Film Festival. Posteriormente viaja para Ouagadougou, para o mais importante festival de cinema africano a nível mundial, o FESPACO – Festival Panafricano de Cinema e em seguida é escolhido como Filme de Abertura e em Competição no CinemAfrica em Estocolmo.

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